Em entrevista no Piauí, João Amoêdo fala sobre eleições no Estado, Sérgio Moro e o ministro do Meio Ambiente


O presidente nacional do Partido Novo, João Amoêdo, falou sobre os diálogos entre o ministro Sérgio Moro, então juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba e responsável pelos julgamentos dos casos da Operação Lava-Jato, e membros da Procuradoria-Geral da República. A declaração foi dada em uma entrevista ao Canal Caçando Conversa.

O ex-presidenciável afirma que esta seria uma tentativa de desmoralizar o trabalho de Moro na Operação Lava-Jato. "A troca de mensagens que ele fez eu não vi nada de grave e nada que mudasse essencialmente mudasse o rumo da investigação, nem mesmo as provas que foram obtidas. Me parece uma narrativa de quem está do outro lado querendo descredenciar todo o processo que foi feito", afirma.

Amoêdo reafirma também que, se eleito, teria chamado o ex-juiz juiz federal da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba para uma vaga de ministro da Justiça ou do STF, como declarou em entrevista à Revista Veja. "O Sérgio Moro para mim é um quadro excepcional. Fez um trabalho brilhante na Lava-Jato. Eu não teria nenhum problema em ter convidado para ser um membro do Governo. Talvez ele tivesse uma carreira de juiz ainda a ser percorrida", diz.

Ainda na entrevista, o presidente falou sobre o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo-SP), que já foi condenado em primeira instância em dezembro do ano passado por improbidade administrativa por atos praticados durante sua gestão à frente da Secretaria Estadual de Meio Ambiente de São Paulo.

"O Ricardo Salles é um filiado do Novo, foi escolhido pelo Presidente Bolsonaro e não teve nenhuma participação do Partido. Nosso estatuto prevê que o filiado tenha que sair caso condenado em segunda instância, o que não é o caso dele. Por enquanto ele não fez nada que atentasse contra os princípios e valores do Partido. Se isso acontecesse, certamente teríamos uma denúncia de um dos 48 mil filiados questionando ele no Comitê de Ética, e isso ainda não ocorreu", avalia.

Ainda na entrevista, ele fez uma avaliação regular no Governo Bolsonaro. “Eu acho que o governo tem tido uma avaliação regular e nada muito surpreendente. O aspecto positivo foi a nomeação da equipe econômica. E no aspecto negativo é uma ausência de foco do presidente da República. Ele acaba trazendo muitos temas polêmicos, que não caberiam neste momento”, afirma.

Reforma da Previdência

A bancada do Novo no Congresso apoia o projeto de Reforma da Previdência. O projeto que tramita no Legislativo foi aprovado na última quarta-feira (10) em primeiro turno, mas o presidente do Novo afirma que a proposta poderia ser melhorada.
“Certamente faríamos coisas diferente, como a questão da Previdência Rural, que deixa um rombo ainda muito grande, incluiríamos a capitalização, incluiríamos necessariamente os estados e municípios, mas ainda tem chance de ser incluído. No geral, se a gente conseguir uma economia de R$ 900 bilhões já é razoável”, defende.

Eleições 2020

A legenda no Piauí já iniciou o processo de seleção do candidato para as eleições de 2020 para prefeito de Teresina e vereadores. "No Novo o processo é diferente, a candidatura tem que ser uma consequência de um processo de atração de filiados, de ideias e não somente ser uma legenda a procura de um candidato. Pretendemos, portanto, ter uma candidatura independente pra prefeitura e também para vereadores. Ainda não tem nenhum nome sondado, estamos começando esse processo agora", afirma na entrevista.

Amoêdo revela ainda que não tem planos para candidatura no ano que vem e que tem outras prioridades. "Não estou pensando isso agora. Agora o objetivo é estruturar o partido, ao continuar fazendo essa expansão das ideias e eleição por enquanto está fora do radar", conclui.

Confira o vídeo da entrevista:

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